DESPERDÍCIO NOS RESTAURANTES
- 18 de mai. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de jul. de 2022
A primeira vez que eu tive contato com o desperdício foi no ínicio da faculdade em 2014. Dentro do próprio SENAC Campos do Jordão. Fiquei assustada ao ver quilos e quilos de comida indo direto para o lixo.
A primeira reação natural foi buscar entender o POR QUÊ daquilo.

Infelizmente o Senac não é um caso isolado, restaurantes no geral e outras instituções de ensino de gastronomia jogam fora toda a chance de ter um processo junto com a comida.
A questão legal passou a ser mais importante do que a humana e ainda afirmam que se não houvessem pessoas de má fé (que processam restaurantes) as coisas poderiam ser bem diferentes.
Hoje a má distribuição de renda alinhada a uma sociedade fadigada mostra que mesmo em um país com plenas condições climáticas e ambientais as pessoas passam fome.
Depois de muitos anos, Brasil caminha para retornar ao Mapa da Fome por causa do desemprego e de cortes nos programas Bolsa Família e de Aquisição de Alimentos. Pauta causa preocupação na ONU.
E que fique claro que nosso caso não é falta de comida, é uma questão sócio econômica de acesso a ela. O poder de virar o jogo está na mãos daqueles que tem justamente têm a Gastronomia - Chefs, cozinheiros, clientes, garçons, maîtres. Mudando ações do cotidiano para gerar impactos nacional, juntos é possível.
Hoje a ordem dada é: comidas vencidas e manipuladas mesmo que em boa condição tem que ir direto pro lixo. A regra foi feita pensando no risco alimentar de intoxicação e com isso comidas intocadas vão indo diretamente pro lixo, enquanto nas ruas barrigas vazias. {Que fique claro que não vazias de nutrientes, simplemente vazias}
A mudança mora no coração do cozinheiro que só pede aquilo que precisa, é do buffet que deixa o funcionário levar para casa uma quentinha (que pode alimentar a família) e principalmente do cliente que sai do restaurante e pede pra embrulhar pra viagem e entrega para o guardador na rua, ao ínves de dinheiro - comida.
As grandes corporações deveriam se preocupar em criar um documento que respalde legalmente as ações sociais. E mostrar que dividem a comida não só por dinheiro e sim por propósito.
São pequenas ações que juntas podem sim mudar o País.
Faça sua parte que já é um grande começo.





































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